quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

4 quadras em rima ABAB

Tenta o homem, em busca insana,

Numa caminhada de virtudes nua,

Satisfazer a própria voz, que clama:

“Qual o sentido da existência tua?”




 Vem no escuro. Vem só,
 

Tão veloz quanto o raio.
 

Lá no espaço, isso é pó  

Não é mais que um ensaio. 



 A luz que chega do espaço 

Pousa na terra.

Deixa no céu o seu traço.

 Some na serra. 



 De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama


E da paixão fez-se o pressentimento


E do momento imóvel fez-se o drama




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A formiga e o ácaro

Um dia  estava a formiga na sua casa quando passa uma rajada de vento pela sua janela, por isso foi logo fechá-la, mas ao pé dela estava um pequeno ácaro  intrigado pois não sabia onde estava. A formiga foi buscar a vassoura mas no momento em que chegou, já lá não estava o pequeno ácaro.  A formiga ouviu um barulho vindo da cozinha. Ela corre naquela direcção e quando lá chegou, todos os copos e pratos estavam partidos em mil e um bocadinhos. A formiga de tão irritada que estava partiu o cabo da vassoura e foi buscar a pá. No caminho, adivinhem quem encontrou: pois está claro ! O senhor ácaro a saltar em cima do sofá como se fosse um trampolim, todo descontraído  Então de repente, a senhora formiga atirou o cabo da vassoura ao ácaro mas ele foi mais rápido do que ela e desviou-se antes que a formiga lhe acertasse.
A formiga de tão cansada que estava sentou-se no sofá todo sujo por causa do ácaro e de repente ouviu barulhos de saltos no telhado. Agarrou no escadote e subiu ao telhado. Lá estava o ácaro a saltar nas telhas que, devido aos seus saltos, se estavam a partir uma a uma; a formiga desta vez mandou o chinelo e conseguiu acertar no ácaro fazendo-o ficar atordoado, agarrou na outra vassoura que tinha guardada e na sua pá e jogou-o para fora da sua casa para sempre e era uma vez um ácaro!
Finalmente a senhora formiga conseguiu descansar e dormir em paz.










 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Entrevista com Eugénio de Andrade

Um dia estava a passar por uma esplanada quando vi Eugénio de Andrade  e perguntei-lhe se podia entrevistá-lo pois tinha um trabalho para completar do meu curso de jornalista para a SIC. Eugénio de  Andrade aceitou, mas na condição de não ser filmado e claro que concordei. Marcámos a data e a hora da entrevista  e ficou combinado para o dia sete de Janeiro de 2021  às 16:00 h na minha casa.
 E como combinado no dia sete de Janeiro de 2021 encontramo-nos na minha casa para a entrevista  e num piscar de olhosa entrevista  começou.
Eu: -Em que dia, ano e localide nasceu?
Eugénio de Andrade: -Nasci a 19 de Janeiro de 1923 na freguesia de Póvoa de Atalaia.
Eu: -Cresceu em que cidade?
Eugénio de Andrade: -Cresci em Lisboa.
Eu: -Qual o seu estilo de escrita, qual a sua obra preferida e em que ano a publicou?
Eugénio de Andrade: -Na minha opinião a obra que se mais se destacou foi ”Ofício de Paciência” de 1994 e o meu estilo de escrita engloba tanto a prosa como a poesia, no entanto tenho mais poemas escritos e publicados do que textos e antologias.
Eu:  -Qual foi a sua última obra e em que ano foi publicada ?
Eugénio de Andrade: -A último livro que publiquei foi  “Os Sulcos da Sede” em 2002.
No final da entrevista agradeci pela sua presença e  desejei um bom ano. 
No dia seguinte entreguei a minha entrevista por escrito ao meu professor e oficialmente fui considerado jornalista da SIC.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Um dia bem passado na localidade onde moro

Numa quente tarde de Junho, estava em casa a jogar no meu computador quando alguém tocou à campainha. Calço os meus chinelos e abro a porta: eram dois dos meus amigos com os seus skates entre os braços e convidaram-me para ir andar de skate com eles e claro que não recusei a oferta. Subi as escadas, calçei os meus ténis e fui com eles.
Antes de irmos andar de skate tínhamos de ir chamar outro amigo. Chegamos à casa dele  e batemos à porta. Ele atenteu, e perguntamos-lhe se queria vir também connosco e ele concordou;  enquanto ele foi calçar-se eu atei os meus  ténis para quando andasse no skate não cair,  pois isso não é muito bom nem nada agradável!
O primeiro sítio para onde fomos andar foi para as 7 escadas no bairro dos píca-paus. As paredes estavam pintadas com desenhos de skate e muito mais,ou seja,grafitis. Eu tentei saltá--las mas não consegui pois ainda não tinha coragem para isso, mas um dos meus amigos conseguiu porque anda melhor do que eu.
O último local para onde fomos foi a igreja no Bairro do Pôr do Sol onde há muitas flores em vasos, muitas escadas e plataformas onde nós podíamos saltar à vontade e exercitar vários saltos e truques. Consegui saltar três mas no último caí e esfolei o meu braço, mas não foi nada que o betadine não resolvesse.
No fim de tudo foi uma tarde bem passada na minha cidade que irei sempre relembrar  e foi ainda melhor por ter estado na companhia dos meus amigos skaters!