Tenta o homem, em busca insana,
Numa caminhada de virtudes nua,
Satisfazer a própria voz, que clama:
“Qual o sentido da existência tua?”
Vem no escuro. Vem só,
Tão veloz quanto o raio.
Lá no espaço, isso é pó
Não é mais que um ensaio.
A luz que chega do espaço
Pousa na terra.
Deixa no céu o seu traço.
Some na serra.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
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